Textura Prémio CA

Publicado em 11-Abr-2016 às 08:20

Jornada de optimismo lança Prémio CA 2016

Estimular uma nova geração de agricultores portugueses, para quem “a inovação já se tornou uma constante”, foi a pedra de toque do primeiro seminário que marcou o arranque da terceira edição do Prémio Empreendorismo e Inovação do Crédito Agrícola.

 

São palavras do ministro, testemunhadas por cerca de duas centenas de participantes no primeiro seminário do Crédito Agrícola, nas Caves Ferreirinha, em Vila Nova de Gaia, na passada sexta-feira: no final desta semana, Capoulas Santos quer ter “contratados os primeiros mil projectos” no âmbito do PDR 2020, o Programa de Desenvolvimento Rural comunitário, para o período de 2014 a 2020.

No caso, serão 263 milhões de investimento. Em lista de espera continuam contudo 23 mil projectos, uma “abundância que impede de os aprovar a todos num só ano”, sendo que alguns até “esgotam a capacidade do programa até 2020”, com uma dotação total na ordem dos quatro mil milhões de euros.

Para trás, estarão já os atrasos que marcaram o arranque do novo programa comunitário. Ficaram as explicações do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. Foram ultrapassados “constrangimentos informáticos” e “as transições de quadros comunitários, que são sempre um processo complicado. E este não foi excepção.”

Daí que, justificou Capoulas Santos, os dois últimos anos tenham passado quase “sem execução” do PDR 2020. O que até será “normal”, em 2014, mas já “preocupante”, em 2015.

Agora, é “necessária maior dinâmica, para que este ano possamos ter finalmente uma execução a 100%”. Ou seja, aprovar e aplicar a dotação anual na ordem dos 600 milhões de euros, que inclui 90 milhões de co-financiamento nacional, entretanto incluídos no Orçamento do Estado. Mais 50%, face aos apenas 60 milhões destinados a esse fim, em 2015.

 

Adiantamentos

Mas enquanto não estão contratados os projectos de investimento em explorações agrícolas, na agro-indústria e de apoio a jovens e pequenos agricultores, o dinheiro continua longe do sector. Daí o apelo do ministro ao “Crédito Agrícola e a outras instituições financeiras para apoiarem projectos com aprovação, que ultrapassem a dotação do PDR 2020 nesse ano”.

Ou seja, sustentando haver “grande intenção de investimento na agricultura” e que “os agricultores honram os seus compromissos”, Capoulas Santos desafiou a banca a “avançar com montantes para projectos que têm garantida a sua aprovação”, sendo “depois ressarcida quando os mesmos forem aprovados no ano seguinte”.

A possibilidade de adiantamentos por parte da banca aos empresários do sector primário surge assim como um acelerador para recuperar o tempo perdido. Porque, para o ministro, existe uma meta e um rumo traçado. “Nos quatro próximos anos, há que manter o sector a crescer ao ritmo da última década, que foi o dobro do verificado no resto da economia.”

Um passo acelerado para atingir a promessa constante no programa do Governo, de “alcançar num horizonte de cinco anos, o equilíbrio da nossa balança comercial agrícola em valor”. Por exemplo, “duplicando os mil milhões de euros de exportações de frutas e legumes até 2020”.

 

Inovação

Ao crescimento das exportações agrícolas não é alheia a existência de “uma nova geração de empresários, adaptada às novas tecnologias e com domínio de línguas estrangeiras”. A convicção de Licínio Pina, presidente executivo do Crédito Agrícola, foi inteiramente secundada pelo ministro, para quem “a inovação já se tornou uma constante na agricultura nacional”, a qual já não é “uma actividade com pinceladas de medievalidade”.

Por esta ordem de razões, “é para promover esta nova agricultura que o Crédito Agrícola lança estes seminários e prémios”, segundo Licínio Pina, para quem os “agricultores portugueses estão, de facto, a fazer história”.

Na primeira de uma série de seminários que vão percorrer o país, pelo terceiro ano consecutivo, ficou expressa a aposta “no jovem empresário rural que combate a desertificação apostando nas suas terras”. Palavras de quem preside ao “banco da agricultura, líder de mercado, que integra uma companhia que nunca deixou de segurar colheitas” e que registou um aumento de “12,7% no crédito”, detendo “22,9% de quota no sector primário”.

Querendo estimular “novas ideias, novas tecnologias, parcerias com universidades e politécnicos”, Licínio Pina apresentou a edição 2016 do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola, cujas candidaturas decorrerão até 1 de Julho. Em Novembro realizar-se-á a Cerimónia de Entrega dos Prémios, num seminário, com presença confirmada de Capoulas Santos. Palavra de ministro.

 

Mais investimento

Subiu a parada! Na sua terceira edição, o Prémio Empreendedorismo e Inovação do Crédito Agrícola vai atribuir no total uma verba de 40 mil euros: 5 mil euros para o vencedor de cada uma das seis categorias e 2.500 euros para as quatro menções honrosas.

Além de condições especiais em linhas de financiamento do Crédito Agrícola para os projectos vencedores, estes terão ainda direito à divulgação de um vídeo promocional na cerimónia de entrega dos prémios, no mês de Novembro, em Lisboa.

As candidaturas estão oficialmente abertas, desde o primeiro dia de Abril, e prolongam-se até às 18h do dia 1 de Julho.

Nesta edição, há seis categorias: “Produção e Transformação”, “Comercialização e Internacionalização”, “Investigação e Desenvolvimento Tecnológico” e “Desenvolvimento Rural”, às quais acrescem as de “Jovem Empresário Rural” e “Projectos de Elevado Potencial promovidos por Associados do Crédito Agrícola” que, à semelhança da edição de 2015, serão um reconhecimento especial a candidatos incluídos numa das categorias anteriores, dispensando-se assim uma candidatura autónoma.

O concurso é público e tem como objectivo seleccionar, divulgar e premiar projectos inovadores nos sectores da agricultura, agro-indústria, floresta e mar. As candidaturas devem ser feitas na página, na internet, do Prémio Empreendedorismo e Inovação (www.premioinovacao.pt), onde se disponibiliza toda a informação necessária.


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