Textura Prémio CA

Publicado em 12-Abr-2017 às 16:31

No rescaldo do prémio, a inovação continua

Com o apoio do Crédito Agrícola, os empreendedores deram velocidade aos seus projectos colocando-os em novas rotas de desenvolvimento.


Gonçalo Costa Martins, Black Block

Black Block explora novas geografias

Na categoria Produção e Transformação, o prémio foi entregue ao projecto Black Block, um sistema solar híbrido para secagem agro-industrial de ervas aromáticas, fruta, cogumelos e cortiça, que assenta num software para automatização da secagem, optimizando o recurso à energia solar.

Para o CEO, Gonçalo Costa Martins, este prémio é “muito importante”, na medida em que permite uma rápida divulgação das empresas concorrentes e cria a possibilidade de relações entre as mesmas, além proporcionar visibilidade para o sector em geral.

Aumentar as vendas, a equipa e iniciar a internacionalização são objectivos que estão definidos no “roadmap” do projecto. O CEO dá conta da procura em países como Espanha, Alemanha, Grécia e Suíça, além de outros países em desenvolvimento. “Estamos à espera da aprovação de financiamento do Portugal 2020 para darmos passos mais sustentados coma participação em várias feiras agrícolas na Europa, no sentido de encontrarmos distribuidores locais”, avançou Gonçalo Costa Martins.

Gonçalo Costa Martins, CEO da Black Block


Luís Alves, Cantinho das Aromáticas

Cantinho das Aromáticas procura investidor

O projecto Lotes Reserva do Cantinho das Aromáticas foi outro dos vencedores da 3.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola.

Este projecto consiste na colheita selectiva das partes terminais de várias plantas para infusões. Luís Alves, sócio-gerente do Cantinho das Aromáticas, considera que estes prémios são “extremamente importantes, porque representam uma excelente ferramenta de marketing e promoção dos produtos e serviços que cada empresa produz”.

Neste momento, Luís Alves diz que estão à procura de um investidor para alavancar a marca própria. “As perspectivas de futuro são bastante animadoras”, assume o responsável. O sócio-gerente do Cantinho das Aromáticas explica que a empresa passa por uma fase em que tem de crescer, produzindo e comercializando um maior volume de produtos, quer para o mercado nacional, quer para o mercado externo.“ Procuramos a diferenciação de mercado, tentando colocar os nossos produtos em circuitos de distribuição que privilegiem o segmento em que nos pretendemos posicionar”, esclarece o responsável.

Luís Alves, sócio-gerente do Cantinho das Aromáticas


Duarte Leal da Costa, Ervideira

Vinho da Água aposta na diferenciação

A ideia do Vinho da Água, desenvolvidapela Ervideira, aplicouos 5.000 euros do prémio para fortalecer o projecto e juntar ao vinho tinto, os brancos e espumantes.
“Estes prémios são o reconhecimento de um trabalho, assim como são extremamente motivadores, o que nos leva a seguir com muito mais entusiamo”, sustenta Duarte Leal da Costa, director executivo da Ervideira.

De acordo com este responsável, o mercado dos vinhos é “extremamente pulverizado”, a concorrência é “feroz” e o caminho será o da diferenciação, destacando a aposta na criação de “vinhos únicos no mundo, como este Vinho da Água e o Invisível, (um vinho branco feito a partir de uvas tintas), verdadeiramente único no mundo”.

O Vinho da Água é um vinho que estagia dentro de água – no Grande Lago de Alqueva – a 30 metros de profundidade durante oito meses. “Se tudo correr bem, em 2018 poderemos chegar às 50.000 garrafas a estagiar debaixo de água e em 2020 atingir as 80.000 garrafas a 30 metros de profundidade”,

Duarte Leal da Costa, director executivo da Ervideira


Jorge Carvalho, Horto da Cidade

Biosubstratpot planta inovação no mercado

O projecto Biosubstratpot foi o vencedor na área de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico. Desenvolvido pela Horto da Cidade, o Biosubstratpot é um meio de cultura/substrato de plantação 100%biodegradável que permite substituir a utilização de vasos plásticos na produção de plantas. Após a divulgação do prémio, a empresa tem recebido muitas solicitações de produtores nacionais e internacionais para lhes facultar amostras do Biosubstratpot a fim de realizarem testes e ensaios nas suas produções. “O futuro do projecto passa como previsto, por tornar o Biosubstratpot num produto de sucesso no mercado global da produção de plantas em contentor, havendo já empresas interessadas em adquirir licenças de exploração dos direitos de propriedade para promoverem a sua produção e a empresa equaciona explorar este modelo de negócio para se dedicar ao desenvolvimento dos novos produtos”, destaca GONÇALO COSTA Jorge Carvalho.

Jorge Carvalho, Horto da Cidade


João Manuel Esteves, ARDAL

Porta do Mezio abre-se ao turismo no Gerês

Vencedor na categoria de Desenvolvimento Rural, o projecto Porta do Mezio continua a promover e a divulgar o Parque Nacional da Peneda-Gerês, enquanto uma das principais atracções turísticas do país e uma infra-estrutura potenciadora de negócios dos operadores turísticos da região. A Porta do Mezio é uma das cinco portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, a partir da qual se dinamiza uma série de actividades, em parceria com as empresas locais do sector do turismo. João Manuel Esteves, presidente da ARDAL e da Câmara de Arcos de Valdevez, admite que ter ganho o prémio atribuído pelo Crédito Agrícola permitiu alavancar o desenvolvimento de mais uma vertente do projecto, nomeadamente parcerias com empresas e privados que se dedicam aos produtos agroalimentares.

Esta ideia consiste na criação de um Centro de Promoção e Divulgação de Produtos Locais, no qual, além de dar a conhecer os excelentes produtos agro-alimentares de Arcos de Valdevez, vai ser possível visitar os locais onde são produzidos, bem como degustar esses produtos inseridos em pratos típicos do concelho. “Pretendemos afirmar a Porta do Mezio como um centro difusor e gerador de negócios, que envolva cada vezmais operadores turísticos do concelho e da região”, destaca João Manuel Esteves.

João Manuel Esteves, presidente da ARDAL e da Câmara de Arcos de Valdevez


Rosa Dias, Quinta da Fornalha

Ecoturismo inovador e dinâmico

Na senda do desenvolvimento rural, a Quinta da Fornalha alia a gestão agrícola ecológica e regenerativa a uma gestão e aproveitamento inteligente de todos os recursos existentes na exploração, adicionando-lhes inovação e eficiência energética, através da instalação de painéis solares.

O prémio, no valor de 5.000 euros na categoria de Jovem Empresário Rural, atribuído pelo Crédito Agricola, tem permitido a Rosa Dias traçar novos caminhos no desenvolvimento do turismo e da marca ‘Quinta da Fornalha’, na qual cabem já produtos típicos do Algarve, como o figo seco, a amêndoa, a alfarroba, ou o azeite.

Constituir uma cooperativa de produtores de figo fresco é um dos muitos projetos futuros desta empreendedora.

“O investimento nesta fileira é muito atractivo, desde logo por se tratar de uma cultura adaptada, sendo suficiente a água que provém dos lençóis freáticos existentes”, assume Rosa Dias.

Rosa Dias, Quinta da Fornalha


Apoio Institucional

Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Local

Organização

Inovisa

 

Crédito Agrícola