Textura Prémio CA

Publicado em 14-Dez-2016 às 18:40

O futuro nasce e cultiva-se no presente

Encerrada a 3.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação, o Crédito Agrícola, em Parceria com a INOVISA, em representação da Rede INOVAR, apresentou em Lisboa os projectos mais inovadores nos sectores da agricultura, agro-indústria, floresta e mar. De um total de 72 candidaturas foram seleccionados seis prémios, quatro menções honrosas e quatro terceiros prémios. Licínio Pina, presidente do conselho de administração executivo do Crédito Agrícola, deu as boas-vindas a todos os presentes e felicitou os empreendedores pela sua ousadia em desafiarem a inovação e apresentarem projectos que acrescentam valor à economia nacional e ao desenvolvimento rural das regiões em que estão inseridos.

Licínio Pina reiterou a importância da participação do Crédito Agrícola neste tipo de iniciativa, nomeadamente, no financiamento de projectos que desenvolvam as regiões onde a instituição está presente.

O apoio do Ministério da Agricultura, quer através de benefícios fiscais ou da mobilização de fundos para apoiar estes sectores, foi também referido pelo presidente executivo como uma imensa mais-valia e um importante passo para o desenvolvimento futuro das empresas que queiram marcar a evolução dos sectores da agricultura, agroindústria, floresta e mar. “É com estas iniciativas que conseguimos posicionarmo-nos e projectarmo-nos para o futuro”, afirmou o presidente do conselho de administração executivo do Crédito Agrícola.

Em sintonia com Luís Mira da Silva, presidente da INOVISA, Licínio Pina anunciou que este prémio tem também futuro assegurado. Os dois responsáveis deixaram claro que esta 3.ª edição fecha um ciclo, mas que no próximo ano, o Prémio Empreendedorismo e Inovação CA sofrerá uma reformulação, pois serão valorizadas as diversas fileiras do agro-negócio.

 

Há fundos disponíveis

O presidente da INOVISA sublinhou a importância destes prémios para a continuidade dos projectos e para alento da inovação. “Os projectos finalistas são o melhor do melhor que se faz no sector e estão muito à frente do muito que se faz em inovação no sector agro-alimentar”, destacou Luís Mira da Silva. Com uma lista de projectos rica em inovação, este responsável explicou que as candidaturas trouxeram até este prémio ideias de todas as áreas e com diferentes estágios de maturidade, assim como diferentes tipos de inovação. “Sem excepção os finalistas são extraordinários e os projectos são inovadores aqui e em qualquer parte do mundo”, assumiu o promotor.

Luís Mira da Silva referiu ainda a vontade de, em 2017, “estar de mãos dadas com os grupos operacionais”, projectos de inovação financiados já no próximo ano no âmbito do PDR 2020 – Programa de Desenvolvimento Rural. Ao beneficiarem das iniciativas planeadas para 2017, o responsável acredita que a parceria Crédito Agrícola e INOVISA/Rede INOVAR contribuirá para que os grupos operacionais atinjam o potencial a que se propõem.

 

Desafios a superar

Rui Almeida, director de operações da CONSULAI, disse-se confiante na capacidade de inovação nacional e garante que isso se tem reflectido no crescimento das exportações do sector agrícola na ordem dos 400% entre 2000 e 2015. “Os nossos empresários têm vindo a construir as suas próprias vantagens competitivas”, destacou o responsável da consultora nos sectores agro-alimentar, agrícola e florestal em Portugal. De acordo com este especialista a competitividade está directamente relacionada com o posicionamento global das empresas. “Quanto mais presentes, mais competitivos”, assumiu. Segundo ele, a inovação de produtos e processos e a diferenciação devem ser trabalhadas para corresponderem à velocidade alucinante com que evoluem os mercados e as tendências. “Os prémios valorizam e funcionam como montra para estes projectos, mostrando ao consumidor o que se faz de inovador em Portugal”, destacou Rui Almeida.

Esta valorização do sector e do que é português é tida como fundamental por Nuno Canada, presidente do conselho directivo do INIAV. “Não é uma moda, é uma procura sustentada”, garantiu o responsável. No entanto, esse aumentode produção, essa intensificação sustentável da agricultura não vai ser fácil, uma vez que há desafios climáticos, de eficiência, de resiliência, de tecnologia e de geração de valor que têm de ser superados.

Nuno Canada garantiu que só com a incorporação de conhecimento e tecnologia se vai conseguir prosperar nos anos que se seguem. “Estamos a gerar conhecimento e somos bons nisso, mas temos de transferir esse conhecimento para o negócio”, recomenda o especialista. É na transferência de inovação para o mercado que está o valor dos projectos e disso Miguel Muñoz Duarte, professor de Empreendedorismo e Inovação na Nova School of Business and Economics, e representante da Ignite Portugal, não tem dúvidas. “Somos bons a ter ideias, mas não somos bons a escalar e na definição do ‘go to market’”, alertou o especialista.

De acordo com Miguel Muñoz Duarte, as empresas têm de inovar também no caminho para o mercado, porque não se podem utilizar os mesmos caminhos que se usavam antigamente. Há uma mudança de paradigma que tem de ser assumida e a espera para avançar tem de ser substituída por um avançar sem medos e experimentação constantes que produzam indicadores que norteiem o caminho a seguir. “Temos de ser pequenos e valentes”, incitou Miguel Muñoz Duarte.


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