Textura Prémio CA

Publicado em 12-Abr-2017 às 16:36

Procura-se sangue novo na agro-pecuária

Ideias altamente competitivas e projectos de investigação e inovação são os ingredientes que vão colocar a fileira de produção animal num novo rumo competitivo.

Como associação dedicada à raça Mertolenga, a Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos (ACBM) tem trabalhado com várias instituições de investigação e educação, nomeadamente com a Universidade de Évora e o INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, no sentido de promover a inovação na fileira, nomeadamente ao nível de parâmetros de qualidade da carne.

“Associarmo-nos a iniciativas como o Prémio e os Ateliers de Inovação reforça o nosso trabalho e contribui para o aumento da competitividade na fileira”, reconhece Eduardo Mira Cruz, presidente da ACBM e júri do Prémio.

Em tempo de desafios, este responsável diz que o principal repto que se coloca à fileira da produção animal é o de produzir a melhor carne, aproveitando sustentadamente os recursos que estão à disposição, sejam eles os das explorações ou tecnológicos. “Temos a obrigação de fazer o nosso melhor para o consumidor”, assume o presidente da ACBM.
De acordo com este responsável, a população agrícola/pecuária do país está envelhecida e, nesse sentido estas iniciativas são importantes para captar gente nova. “Temos muitos jovens com formação na área que têm de ser aliciados a trabalhar no sector, por outro lado, o aparecimento destas iniciativas potencia a cultura de inovação que começa a surgir na fileira”, sustenta Eduardo Mira Cruz. Segundo ele, a inseminação artificial para melhoramento genético, com vista ao aumento da produção de carne de qualidade, é apenas um dos exemplos de como a inovação pode ajudar a conduzir o sector por novos rumos de competitividade.

O presidente da ACBM defende que a inovação é “fundamental”, especialmente para os projectos que contribuem para a eficiência das explorações. “Vivemos tempos exigentes. Os nossos animais têm de ser bem tratados para deles podermos exigir o melhor desempenho, não nos podemos dar ao luxo de ter pecuária pouco produtiva”, afirma Eduardo Mira Cruz.


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